Resumo
A sociedade contemporânea está face ao desafio de lidar com as mudanças climáticas e as suas consequências ao nível dos ecossistemas, nas dinâmicas sociais e na saúde mental. Neste contexto surgiram os estudos sobre a ansiedade gerada pelas preocupações ambientais e mudanças climáticas, designada por ecoansiedade. Faz parte igualmente do contexto atual a existência de quantidades massivas de dados ou big data sobre as mudanças climáticas, recolhidas e tratadas por instituições credíveis. Esta investigação tem por objetivo principal compreender os níveis de ecoansiedade, preocupação e estado emocional promovidos pelo acesso a quantidades massivas de dados sobre a mudança do clima. A metodologia adotada é de natureza quantitativa com o uso da Escala da ansiedade das mudanças climáticas de Clayton e Karazsia (2020), complementada com uma Escala de emocional face às mudanças climáticas e uma Escala de preocupação face às mudanças climáticas. Os resultados apontam para baixos níveis de ecoansiedade e níveis moderados de preocupação e dos estados emocionais, sendo a dimensão de ajuste comportamental aquela que apresenta resultados mais expressivos.
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