Decolonialidade e construção de arquivos
PDF (English)
HTML (English)

Palavras-chave

Arquivologia
Edifícios de arquivos
Decolonialidade

Como Citar

Souza, A. C. de, & dos Santos Bahia, E. M. dos S. (2023). Decolonialidade e construção de arquivos. Investigación Bibliotecológica: rchivonomía, bibliotecología información, 37(97), 195–215. https://doi.org/10.22201/iibi.24488321xe.2023.97.58822
Métricas de PLUMX

Resumo

O objetivo deste artigo é discutir a perspectiva descolonial como elemento para a reestruturação construtiva de arquivos públicos. O percurso é construído a partir do pressuposto de que tivemos como parâmetro as construções arquitetônicas de poder, abarcadas pelo colonialismo e ecletismo europeus, que influenciaram o modo de ver e construir em sociedade, repercussões na formação da ciência arquivística e na construção dos prédios de arquivo, sobretudo tudo, na lógica que privilegia a preservação dos acervos do Estado e no silêncio das vozes das comunidades arquivísticas locais. Para a construção do estudo, utilizou-se pesquisa básica, bibliográfica e documental por meio de abordagem exploratória. Foram realizadas buscas nas bases de dados Library, Information Science & Technology Abstracts (LISTA e Scopus (Elsevier). Observou-se um total de 123 publicações recuperadas, analisadas por títulos, resumos e palavras-chave. Após a aplicação dos critérios de exclusão, foi possível identificar quatro trabalhos selecionados relevantes para o eixo da pesquisa. Os resultados identificaram a cultura local como um ambiente construído de representação. Conclui-se que a decolonialidade é um ponto de partida promissor para repensar as formas de projetar a partir da conexão com as raízes locais.

https://doi.org/10.22201/iibi.24488321xe.2023.97.58822
PDF (English)
HTML (English)

Referências

Aliaga, Lía. 2022. ¿Diseño decolonizador? Arquitetura y pertinencia cultural: visiones de decolonización. ARQ (Santiago) 110, abril: 150-2. https://dx.doi.org/10.4067/S0717-69962022000100150

Araújo, Vítor Carvalho. 2018. Edifícios de Arquivo: Futuros para o passado. Portugal: Caleidoscópio.

Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro (AGCRJ). s.f. Oriente-se. Secretaria Municipal da Casa Civil. http://www0.rio.rj.gov.br/arquivo/oriente-se.html

Ballestrin, Luciana. “América Latina e o Giro Decolonial”. 2013. Revista Brasileira de Ciência Política, (11), 89-117.ı https://www.scielo.br/j/rbcpol/a/DxkN3kQ3XdYYPbwwXH55jhv/abstract/?lang=pt

Barros, Thiago Henrique Bragato. 2015. Arquivística espanhola, canadense e brasileira: elementos históricos e conceituais. In Uma trajetória da Arquivística a partir da Análise do Discurso: inflexões histórico-conceituais, 97-204. São Paulo: Editora tUNESP.

Bicca, Briane Elisabeth Panitz, and Paulo Renato Silveira Bicca. 2006. Arquitetura na formação do Brasil. Brasília: UNESCO. http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/arq_formacao_do_brasil.pdf

Borko, H. 1968. Information Science: what is it? American Documentation 19 (1): 3-5. https://www.marilia.unesp.br/Home/Instituicao/Docentes/EdbertoFerneda/k---artigo-01.pdf

Buckland, Michael. 1991 Information as Thing. Journal of the American Society for Information Science 42(5): 351-36. https://pdfs.semanticscholar.org/b3d4/d7980d6a628b503003ef4e7763a93544508e.pdf

Collado López, Maria Luisa. 2015. La Construcción de edifícios para archivos. Análisis y evaluación de La edificación de Archivos Históricos. Tesis de grado académico, Universitat Politécnica de Valência.

Costa, Lucas Esperança da. 2014. Reféns da Memória: a tentativa de construção da identidade através do apagamento da memória. PhD dissertation, Universidade Federal de Juiz de Fora. https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/482/1/lucasesperancadacosta.pdf

Freitas, Patrícia de. 2011. Algumas pistas sobre o negro no período colonial através da documentação do Arquivo Público do Estado de Santa Catarina. Ágora: Arquivologia em Debate 16(33-34): 58-72. https://agora.emnuvens.com.br/ra/article/view/221

Gak, Igor, Nycole Toseli, Andressa Sousa da Costa, and Anna Carolina Araújo Chipoco. 2021. Arquivos e decolonialidade: breves considerações acerca de uma abordagem necessária em pesquisa e extensão. Revista Raízes e Rumos 9(2): 104-13. http://seer.unirio.br/raizeserumos/article/view/11312/10718

Galeano, Eduardo. 1976. Aveias Abertas para a América Latina. Translated by Galeano de Freitas. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Heynemann, Claudia. 2009. Arquivo Nacional: 170 anos. Revista Acervo 22(1): 209-16. https://revista.an.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/110/110

Hjorland, Birger and H. Albrechtsen. 2000. Toward a New Horizon in Information Science: Domain-analysis. Journal of Documentation 56: 27-41.

Ibáñez, Joaquín. 2008. Los archivos: cómo construirlos. Colección Archivos Siglo XXI. España: Trea.

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 2015. Antiga sede do Arquivo Nacional (RJ) pode se tornar Patrimônio Cultural. Iphan 17, september. http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1059

_____. 2021. Rio de Janeiro: Casa da Moeda. iPatrimônio. https://www.ipatrimonio.org/rio-de-janeiro-casa-da-moeda/#!/map=38329&loc=-22.906489999999987,-43.190782000000006,17

Jardim, José Maria. 1986. Instituições arquivísticas: estrutura e organização. A situação dos arquivos estaduais. Revista do serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional 21:39-42. http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=reviphan&pagfis=7761

_____. 1995. A invenção da memória nos arquivos públicos. Ciência da Informação 25(2): 1-13 https://revista.ibict.br/ciinf/article/view/659/663

Karabinos, Michael, and Charles Jeurgens. 2020. Paradoxes of curating colonial memory. Archival Science 20: 199-220 https://doi.org/10.1007/s10502-020-09334-z

Kerlinger, Fred Nichols. 2013. Metodologia da pesquisa em ciências sociais: um tratamento conceitual. São Paulo: E.P.U.

Kessel, Carlos. 2008. Arquitetura neocolonial no Brasil: entre o pastiche e a modernidade. Rio de Janeiro: Jauá Editora.

Mignolo, Walter, and Marco Duke Oliveira. 2016. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciência da Informação 32(94). https://doi.org/10.17666/329402/2017

Miranda, Lucas Mascarenhas de. 2019. Memória individual e coletiva. Jornal de Unicamp 27, May. https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2019/05/27/memoria-individual-e-coletiva

Moassab, Andréia. 2020. Por um ensino insurgente em arquitetura e urbanismo. Foz do Iguaçu: Edunila. https://portal.unila.edu.br/editora/livros/e-books/porumensinosite.pdf

Monteiro, Alef. 2021. O pensamento negro e suas relações com outras perspectivas descoloniais. In Redes intelectuais: epistemologias e metodologias negras, descoloniais e antirracistas, 23-41. Porto Alegre: Rede Unida. http://repositorio.ufpel.edu.br:8080/bitstream/prefix/7914/1/Redes_Intelectuais_epistemologias_e_metodologias_negras_descoloniais_e_antirracistas.pdf

Morris, Patricia Dopor. 2005. Building an Archives: A Case Study in South Carolina. Journal of the Midwest Archives Conference 29(1): 45-64. https://minds.wisconsin.edu/bitstream/handle/1793/45924/MA29_1_4.pdf?sequence=3&isAllowed=y

Moura, Maria Aparecida. 2021. Sessão de abertura do XXI ENANCIB. Rio de Janeiro: IBICT. 1video (3:45:23).

Navarrete, Carlos Gustavo Caro. 2016. La Nueva Arquitectura Andina de Freddy Mamani Silvestre en la construcción de imaginarios urbanos y representación de identidad en la ciudad de El Alto Bolívia, Chile: Universidade de la Frontera. https://www.academia.edu/11818257/La_Nueva_Arquitectura_Andina_De_Freddy_Mamani_Silvestre_en_la_construcci%C3%B3n_de_imaginarios_urbanos_y_representaci%C3%B3n_de_identidad_en_la_ciudad_de_El_Alto_Boliva?email_work_card=title

Ramos, Maria Estela Rocha. 2020. As lacunas dos estudos afro-brasileiros no ensino de arquitetura e urbanismo, In Por um ensino insurgente em arquitetura e urbanismo. Foz do Iguaçu: Edunila,151-161. https://portal.unila.edu.br/editora/livros/por-um-ensino-insurgente-em-arquitetura-e-urbanismo

Reis, Larissa Guimarães. 2021. O processo no projeto e no ensino de arquitetura sob um olhar decolonial. In Outros mundos: novas subjetividades, novos métodos. Belo Horizonte: Periódicos UFMG, 7(1). https://periodicos.ufmg.br/index.php/indisciplinar/issue/view/1789/303

Risério, A. 2012. A cidade no Brasil. First edition. São Paulo: Editora 34.

Rozas-krause, Valentina. 2022. Decolonizing architecture? Revista: ARQ (110). https://www.scielo.cl/scielo.php?pid=S0717-69962022000100014&script=sci_arttext&tlng=en

Rufer, Mario. 2016. El archivo: de la metáfora extractiva a la ruptura pós-colonial. In (In)disciplinar la investigación: Archivo, trabajo de campo y escritura, 160-86. México: Siglo XXI-UAM. https://www.academia.edu/31072685/El_archivo_De_la_met%C3%A1fora_extractiva_a_la_ruptura_poscolonial

Russel, Lynette, Shannon Faulkhead, and Sue McKemmish. 2011. Distrust in the Archive: Reconciling Records. Arch Sci (11): 211-39. https://doi.org/10.1007/s10502-011-9153-2

Sela, Rona. 2022. Ghosts in the Archive: the Palestinian Villages and the Decolonial Archives. GeoJournal 4(87): 3423-42. https://doi.org/10.1007/s10708-020-10364-4

Silva, Tiago José da, and Isa Maria Freire. 2020. Tecendo a rede conceitual. In Epistemologia e historiografia na Ciência da Informação, 19-62. João Pessoa: Editora UFPB. http://www.editora.ufpb.br/sistema/press5/index.php/UFPB/catalog/view/740/871/6857-1

Silva, Armando Malheiro da, Júlio de Sluza, Luís Campos de Souza, and Fernanda Ribeiro. 1999. Arquivística: Teoria e prática de uma Ciência da Informação. Porto: Edições Afrontamento.

Simson, Olga Rodrigues de Moraes. 2003. Memória, cultura e poder na sociedade do esquecimento. Augusto Guzzo Revista Acadêmica (6): 14-8.https://doi.org/10.22287/ag.v0i6.57

Souza, Giane Maria de, Dinorah Luisa de Melo Rocha Brüske, and Luiza Morgana Klueger Souza. 2019. Arquivo Histórico de Joinville: o processo de patrimonialização da arquitetura moderna e institucional como monumento e documento. Revista Confluências Culturais 9(1). https://doi.org/10.21726/rcc.v9i1.113

Terra, Guilhermina de Melo, Eliaquim Ferreira dos Santos, Edivanio Duarte de Souza, and Paulo Ricardo Silva Lima. 2023. Entre o apagamento da memória e a reescrita da história: a desinformação acerca da escravidão no Brasil. Revista conhecimento em ação 8(1). https://revistas.ufrj.br/index.php/rca/article/view/59349/32435

Waisman, Marina. 2013. O interior da história: historiografia arquitetônica para uso de latino-americanos. São Paulo: Perspectiva. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5591176/mod_resource/content/0/waisman-marina-o-interior-da-histoacuteriapdf.pdf

Os autores

  • Devem enviar, para a revista Investigación Bibliotecológica: archivonomía, bibliotecología e información, a Carta de autorização para a publicação de artigos.
  • cedem o total direito de propriedade intelectual do material submetido à revista; sendo permitido, entretanto, compartir o conhecimento contido na obra nos seguintes âmbitos:
    • Apoio à docência;
    • Conferências;
    • Auto arquivamento em repositórios académicos.
    • Difusão em redes acadêmicas.
    • Difusão em blogs, site e página pessoal do autor.

Essa difusão será possível sempre e quando se respeitem as condições de uso dos conteúdos da revista, de acordo à licença Creative Commons:Atribución – No comercial – Sin Derivar 4.0 empregada; e que nos três últimos casos a descarga do texto completo se realize através de links do sistema DOI.

Política de auto arquivamento

Em caso de publicação da obra como modo de auto arquivamento, os autores devem cumprir com as seguintes condições:

a) Reconhecer o direito de autor da revista Investigação Biblioteconômica: arquivologia, biblioteconomia e informação.

b) Estabelecer um link com a versão original submetida no site da revista (DOI do artigo, por exemplo).

c) Difundir a versão definitiva publicada pela revista.

Licença dos conteúdos

A revista Investigación Bibliotecológica: archivonomía, bibliotecología e información permite o acesso e uso de seu conteúdo segundo a licença Creative Commons: Atribuição – Não comercial – Sem Derivar 4.0.

Licencia de Creative Commons

O que implica que os conteúdos apenas podem ser lidos e compartilhados se se reconhece e menciona a autoria da obra. Não se permite o uso da obra alterada ou com fins lucrativos.

Demarcação de responsabilidades

A revista não se faz responsável em caso de que o autor tenha incorrido em fraude ou plágio científico, tampouco dos elegidos pelos autores. Igualmente, não se faz responsável pelos serviços oferecidos por terceiros, a partir dos links disponíveis nos artigos dos autores.

Corroborando, a revista disponibiliza as responsabilidades que o autor deve cumprir no processo de publicação na revista Investigación Bibliotecológica: archivonomía, bibliotecología e información, no seguinte link: Responsabilidades do autor.

No caso de migração de conteúdo do site oficial da revista, implicando alteração de IP ou domínio, o diretor ou editor da revista deverá informá-lo aos autores.

Downloads

Não há dados estatísticos.