Resumo
Os documentos relativos às atividades-fim das bibliotecas universitárias que pareçam corriqueiros ou não oficiais –como campanhas de educação de usuários, antigos catálogos, manuais desatualizados, entre outros exemplos– constituem seu patrimônio documental e devem ser preservados a fim de propiciar memórias a seu respeito. A memória das bibliotecas universitárias, proporcionada por esses documentos históricos evita que o conhecimento gerado na sua rotina seja esquecido e valoriza o empenho de seus profissionais e usuários por educação, ciência e cultura. O objetivo desse artigo é apresentar os resultados obtidos por uma investigação sobre a realidade de preservação de documentos históricos das bibliotecas universitárias públicas no estado do Rio Grande do Sul. A coleta de dados ocorreu em duas etapas, uma baseada em entrevistas presenciais e observação in loco, e outra baseada na análise dos sites das bibliotecas selecionadas. A interpretação dos resultados evidencia que grande parte do patrimônio documental dessas bibliotecas não tem recebido medidas de preservação como documentos históricos, o que coloca em risco a promoção de memórias sobre as bibliotecas universitárias.
Referências
Arquivo Nacional (Brasil). 2011. Portaria n. 92, de 23 de setembro de 2011. Diário Oficial da União, 1(185): 26.
Arquivo Nacional (Brasil). 2022. Resolução n. 50, de 6 de maio de 2022. Diário Oficial da União, 1(87): 88.
Bellotto, H. L. 2006. Arquivos permanentes: tratamento documental. Rio de Janeiro: FGV.
Brasil. 2019a. Decreto n. 10.148, de 2 de dezembro de 2019. Diário Oficial da União, 1(233), 3.
Brasil. 2019b. Lei n. 13.874, de 20 de setembro de 2019. Diário Oficial da União, 1(183-B), ed. Extra, 1.
Brasil. 2020. Decreto n. 10.278, de 18 de março de 2020. Diário Oficial da União, 1(54): 4.
Camisón, C. e A. Villar-López. 2011. Non-technical innovation: organizational memory and learning capabilities as antecedent factors with effects on sustained competitive advantage. Industrial Marketing Management, 40: 1294-1304.
Dicionário brasileiro de terminologia arquivística. 2005. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional.
Fonseca, M. O. Arquivologia e ciência da informação. Rio de Janeiro: FGV, 2005.
FURG. (Universidades Federal do Rio Grande). 2023a. História. Acessado em 25 de junho de 2023. https://www.furg.br/.
FURG. 2023b. Perguntas frequentes. Acessado em 25 de junho de 2023. https://www.furg.br/perguntas-frequentes/
FURG. 2023c. Sistema de Bibliotecas. Nossos canais. Acessado em 01 de fevereiro de 2023. https://biblioteca.furg.br/pt/nossos-canais
FURG. 2023d. Sistema de Bibliotecas. Políticas, regimentos e resoluções. Acessado em 01 de fevereiro de 2023. https://biblioteca.furg.br/pt/politicas-regimentos-e-resolucoes
FURG. 2023e. Sistema de Bibliotecas. Projetos do SIB. Acessado em 01 de fevereiro de 2023. https://biblioteca.furg.br/pt/projetos-de-extensao
FURG. 2023f. Sistema de Bibliotecas. Tutoriais. Acessado em 01 de fevereiro de 2023. https://biblioteca.furg.br/pt/tutoriais
Holanda, A. B. 2011. Memória e esquecimento na ciência da informação: um estudo exploratório. Dissertação de mestrado, Universidade Federal de Pernambuco, Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação.
Karpinski, C. 2015. Memória arquivada: reflexões sobre documentos e arquivos a partir de Paul Ricoeur. Em Encontro Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação, 16. Acessado em 25 de junho de 2023. https://brapci.inf.br/index.php/res/v/188485
Le Goff, J. 2003. História e memória. Campinas: Ed. da Unicamp.
Medeiros, M. F. 2023. Wikipampa. Acessado em 25 de junho de 2023.https://sites.unipampa.edu.br/sisbi/wikipampa/
Souza, F. das Ch. de. 2015. Ética bibliotecária em universidades do Norte e Nordeste do Brasil. Informação & Informação, 20(1): 43-69. https://doi.org/10.5433/1981-8920.2015v20n1p43
Thiesen, I. 2013. Memória institucional. João Pessoa: Ed. UFPB.
UFPEL. (Universidades Federal de Pelotas). 2022a. Histórico. Acessado em 30 de dezembro de 2022. http://portal.ufpel.edu.br/historico/
UFPEL. 2022b. Sistema de Bibliotecas. Acessado em 30 de dezembro de 2022. https://wp.ufpel.edu.br/sisbi/
UFPEL. 2023. UFPEL em números. Acessado em 25 de junho de 2023. https://wp.ufpel.edu.br/proplan/informacoes-institucionais/ufpel-em-numeros/
UFRGS. (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). 2020. Levantamento sobre regiões em que se encontram os estudantes cotistas da UFRGS. Acessado em 25 de junho de 2023. https://www.ufrgs.br/acoesafirmativas/wp-content/uploads/2021/01/Localizac%CC%A7a%CC%83o-dos-cotistas-UFRGS-2020.pdf
UFRGS. 2023a. Histórico. Acessado em 03 de fevereiro de 2023. http://www.ufrgs.br/ufrgs/a-ufrgs/historico.
UFRGS. 2023b. Bibliotecas. Sistema de Bibliotecas. Acessado em 03 de fevereiro de 2023. https://www.ufrgs.br/bibliotecas/sobre/sistema-bibliotecas-ufrgs/
UFRGS. 2023c. Repositório digital. Acervos. Acessado em 03 de fevereiro de 2023. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/8992
UFRGS. 2023d. Sistema de Biblioteca Universitária. Document@. Acessado em 03 de fevereiro de 2023 https://plone.ufrgs.br/documenta
UFRGS. 2023e. Sistema de Biblioteca Universitária. Sabi: catálogo on-line. Acessado em 03 de fevereiro de 2023. https://sabi.ufrgs.br/F/9AA7ARF31AKQXMDCUIQHGICC2J1CGDEDMAVH-53QA3I21FFIR1L-00414?func=find-b-0&clear_level=2
UNIPAMPA. (Universidade Federal do Pampa). 2023a. Unipampa em Números. Acessado em 25 de junho de 2023. https://sites.unipampa.edu.br/nida/perfil-dos-academicos/
UNIPAMPA. 2023b. Sistema de Bibliotecas. Acessado em 3 de fevereiro de 2023. http://porteiras.r.unipampa.edu.br/portais/sisbi/
UNIPAMPA. 2023c. Universidade. Acessado em 3 de fevereiro de 2023. http://novoportal.unipampa.edu.br/novoportal/universidade
UNIPAMPA. 2023d. Wikipampa. Acessado em 3 de fevereiro de 2023. https://sites.unipampa.edu.br/sisbi/wikipampa/
YIN, R. K. 2016. Pesquisa qualitativa do início ao fim. Porto Alegre: Penso.
Os autores
- Devem enviar, para a revista Investigación Bibliotecológica: archivonomía, bibliotecología e información, a Carta de autorização para a publicação de artigos.
- cedem o total direito de propriedade intelectual do material submetido à revista; sendo permitido, entretanto, compartir o conhecimento contido na obra nos seguintes âmbitos:
- Apoio à docência;
- Conferências;
- Auto arquivamento em repositórios académicos.
- Difusão em redes acadêmicas.
- Difusão em blogs, site e página pessoal do autor.
Essa difusão será possível sempre e quando se respeitem as condições de uso dos conteúdos da revista, de acordo à licença Creative Commons:Atribución – No comercial – Sin Derivar 4.0 empregada; e que nos três últimos casos a descarga do texto completo se realize através de links do sistema DOI.
Política de auto arquivamento
Em caso de publicação da obra como modo de auto arquivamento, os autores devem cumprir com as seguintes condições:
a) Reconhecer o direito de autor da revista Investigação Biblioteconômica: arquivologia, biblioteconomia e informação.
b) Estabelecer um link com a versão original submetida no site da revista (DOI do artigo, por exemplo).
c) Difundir a versão definitiva publicada pela revista.
Licença dos conteúdos
A revista Investigación Bibliotecológica: archivonomía, bibliotecología e información permite o acesso e uso de seu conteúdo segundo a licença Creative Commons: Atribuição – Não comercial – Sem Derivar 4.0.

O que implica que os conteúdos apenas podem ser lidos e compartilhados se se reconhece e menciona a autoria da obra. Não se permite o uso da obra alterada ou com fins lucrativos.
Demarcação de responsabilidades
A revista não se faz responsável em caso de que o autor tenha incorrido em fraude ou plágio científico, tampouco dos elegidos pelos autores. Igualmente, não se faz responsável pelos serviços oferecidos por terceiros, a partir dos links disponíveis nos artigos dos autores.
Corroborando, a revista disponibiliza as responsabilidades que o autor deve cumprir no processo de publicação na revista Investigación Bibliotecológica: archivonomía, bibliotecología e información, no seguinte link: Responsabilidades do autor.
No caso de migração de conteúdo do site oficial da revista, implicando alteração de IP ou domínio, o diretor ou editor da revista deverá informá-lo aos autores.

